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Decadente, Lancia vendeu só 12.0000 carros em 2025 na Europa

Marca de luxo do grupo Stellantis, Lancia tem só um modelo e pode fechar as portas se não voltar a crescer

Tags: Mercado

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A histórica marca italiana Lancia vive um momento crítico no mercado europeu. Segundo dados de registro da European Automobile Manufacturers’ Association (ACEA), a marca registrou menos de 12.000 carros vendidos em 2025, marcando uma das piores performances em décadas e atualizando um declínio que começou há muitos anos. Para se ter uma ideia do problema em 1990 a marca vendeu 300.000 unidades.

Já no fim dos anos 1990 a Lancia vendia 170 mil unidades por ano. Em 2010 foram 97 mil e desde então a queda apenas se acentuou. 

Vendas de 2025: o pior resultado em anos


Em 2025, a marca Lancia vendeu 11 747 veículos na Europa, número que inclui algumas unidades da Chrysler – que deixou de atuar no continente, mas cujas raras vendas ainda aparecem nos relatórios da ACEA. O levantamento da consultoria Dataforce corrobora esse número com 11 719 registros apenas da Lancia.  

Esse volume representa um declínio acentuado em relação a 2024, quando a marca havia comercializado mais de 32 600 unidades no continente. A queda de um ano para o outro foi da ordem de 64 %, um dos recuos mais severos entre os fabricantes presentes no mercado europeu.  

Uma marca reduzida a um único modelo

O foco estratégico da Lancia hoje está no Lancia Ypsilon, um hatch compacto posicionado no segmento A, compartilhando plataforma CMP com concorrentes como Peugeot 208 e Opel Corsa. Apesar de ser o único representante da gama, suas vendas têm sido insuficientes para sustentar volumes significativos da marca.  

O Ypsilon teve lançamentos importantes nos últimos anos, incluindo versões eletrificadas e revisões estéticas. Mesmo assim, sua presença nas ruas europeias permanece modesta, e o modelo encontra forte concorrência em um segmento onde outras marcas têm proposta mais clara ou reconhecimento de mercado maior.  

como Irlanda e Reino Unido, França, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda e Alemanha, os resultados ainda não se traduziram em crescimento consistente de vendas.  

Planos de recuperação (e riscos)

A Stellantis — grupo controlador da Lancia — tem alguns planos para tentar reverter a trajetória de queda. O principal deles é o lançamento de novos modelos, sob os nomes Gamma (um SUV fastback/médio) e uma nova interpretação do Delta, que prometem ampliar a oferta e atrair novos públicos.  

Por outro lado, o próprio CEO da Stellantis, Antonio Filosa, declarou que está revisando a viabilidade de todas as marcas do grupo, num momento em que desempenho e foco em rentabilidade se tornam ainda mais essenciais. Isso coloca a Lancia em um cenário de pressão por resultados.

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