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Carro usado; veja como saber se ele já rodou em aplicativo

Cor, tipo de manutenção e desgastes indicam que um carro usado já foi de aplicativo

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Com a grande oferta de veículos nos classificados on-line, o consumidor que procura um carro usado acaba se deparando com anúncios de lojas, revendas e vendedores de repasse. Em meio a esse volume, modelos relativamente novos — fabricados em 2024 ou 2025 — aparecem com preços abaixo do mercado e chamam a atenção de quem busca economia em relação ao carro zero-quilômetro.


Em uma loja na zona leste de São Paulo, por exemplo, um Volkswagen Polo Track 2025 é anunciado por R$ 65,8 mil, cerca de R$ 15 mil abaixo da tabela Fipe. O valor competitivo desperta interesse, mas uma análise mais cuidadosa revela um detalhe importante: a quilometragem elevada para um carro tão recente, um forte indício de uso intenso, possivelmente como veículo de aplicativo.


Antes de tudo, é importante esclarecer que um carro que já rodou com motorista de aplicativo não é, necessariamente, um mau negócio. O ponto de atenção está no uso severo e, principalmente, na forma como a manutenção foi realizada. Veículos submetidos a longas jornadas diárias e revisões feitas de maneira simplificada podem esconder desgastes e falhas que só aparecem com o tempo.


Por isso, o AutoShow reúne os principais indícios que ajudam a identificar se um carro usado — ou até mesmo um seminovo anunciado como “pouco rodado” — pode ter histórico de uso em aplicativos de transporte.


Quilometragem alta em carro novo

No Brasil, um motorista particular percorre, em média, entre 10 mil e 15 mil km por ano. Já veículos utilizados em aplicativos costumam rodar de 25 mil a 30 mil km anuais. Assim, um carro modelo 2025 com quilometragem muito acima dessa média acende um sinal de alerta sobre o tipo de uso anterior.


Desgaste acima do esperado

Mesmo com polimento, higienização interna e troca de alguns itens, sinais de desgaste costumam permanecer. O comprador deve observar atentamente volante, manopla do câmbio, pedais e bancos. Em veículos recentes, esses componentes não deveriam apresentar desgaste acentuado. Repinturas parciais na carroceria também merecem atenção.


Pneus novos demais

Embora pareça contraditório, pneus recém-trocados podem indicar uso intenso. Em carros de aplicativo, a troca frequente é comum devido à alta quilometragem. Vale verificar se os pneus são remoldados, já que esse tipo não oferece a mesma durabilidade e desempenho de pneus novos de primeira linha.

Ausência de histórico de manutenção

Para reduzir custos, muitos motoristas de aplicativo deixam de realizar revisões em concessionárias. Em geral, limitam-se à troca de óleo e filtros, nem sempre com fluidos homologados pela montadora. A falta de registros de manutenção em carros novos pode indicar negligência com itens essenciais como motor, sistema de freios e suspensão.


Cor branca e uso corporativo

A cor branca, por si só, não é um problema. No entanto, ela é a mais comum em veículos adquiridos por locadoras e frotas, que posteriormente são repassados a motoristas de aplicativo. Um carro branco, recente e com alta quilometragem costuma ter grande probabilidade de uso intensivo anterior.

 

Por fim, o AutoShow reforça que, na compra de qualquer carro usado, o laudo cautelar é indispensável. O documento verifica a procedência do veículo, histórico de proprietários, possíveis adulterações de quilometragem, condições estruturais da carroceria e, em alguns casos, o funcionamento de sistemas e componentes. Esse cuidado pode evitar prejuízos e surpresas após a compra.

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