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Como cuidar do ar quente do carro? Veja dicas práticas

Dicas de como cuidar do ar quente do carro para utilizar durante o inverno

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Com a chegada das temperaturas mais baixas em diversas regiões do Brasil, muitos motoristas voltam a utilizar um equipamento que costuma passar meses sem ser acionado: o sistema de ar quente. E o ar quente precisa estar funcionando bem por questão de saúde e também porque na hora de vender o carro todo item que está funcionando ajuda a valorizar a revenda

 O que pouca gente sabe é que a falta de uso pode contribuir para o surgimento de falhas, vazamentos e até problemas relacionados ao sistema de arrefecimento do motor.

Por isso, uma revisão preventiva antes do inverno pode evitar transtornos e custos inesperados. Além de proporcionar conforto térmico aos ocupantes, o ar quente faz parte de um conjunto mecânico que trabalha em sintonia com o motor e pode servir como alerta para defeitos que muitas vezes passam despercebidos.

Como funciona o sistema de ar quente?

Diferentemente do que muitos imaginam, o ar quente não utiliza resistências elétricas para aquecer o interior do veículo. Nos automóveis equipados com motores a combustão, o sistema aproveita o calor gerado pelo próprio funcionamento do motor.

O líquido de arrefecimento circula pelo bloco do motor absorvendo calor e, posteriormente, passa por um pequeno radiador localizado atrás do painel, conhecido como radiador interno ou núcleo do aquecedor. Quando o motorista aciona a função de aquecimento, o fluxo de ar da ventilação é direcionado para esse componente, transferindo calor para a cabine.

Como o sistema depende diretamente do circuito de arrefecimento, qualquer falha em mangueiras, conexões, válvulas ou no próprio radiador interno pode comprometer o funcionamento do ar quente e, em casos mais graves, afetar a temperatura de trabalho do motor.

Mangueiras e conexões exigem atenção

Entre os itens que merecem inspeção periódica estão as mangueiras responsáveis por transportar o líquido de arrefecimento até o radiador interno. Com o passar do tempo, esses componentes podem sofrer ressecamento, rachaduras ou perda da capacidade de vedação.

Pequenos vazamentos nem sempre são facilmente identificados pelo motorista, mas podem provocar redução gradual do nível do fluido e comprometer a eficiência de todo o sistema.

RADIADOR interno é importante 

Outro componente importante é o radiador interno. Como trabalha continuamente em contato com o líquido de arrefecimento, ele pode sofrer processos de corrosão quando o fluido correto não é utilizado ou quando as trocas recomendadas pela fabricante deixam de ser realizadas.

Alguns sinais costumam indicar problemas nessa peça, como cheiro adocicado dentro da cabine, vidros embaçando com frequência, presença de umidade próxima ao painel e queda recorrente do nível do reservatório de expansão.

Fluido correto aumenta a vida útil do sistema

A qualidade do líquido de arrefecimento é outro fator fundamental para preservar o funcionamento do ar quente e do motor. Apesar das recomendações dos fabricantes, ainda existem proprietários que utilizam apenas água no sistema, prática que acelera a corrosão interna e reduz a durabilidade de componentes como bomba d’água, válvula termostática, radiador principal e radiador interno.

A recomendação é utilizar sempre o fluido especificado pela montadora e respeitar os intervalos de substituição previstos no manual do veículo. Uma inspeção visual em mangueiras, abraçadeiras e conexões também ajuda a identificar desgastes antes que eles provoquem falhas mais sérias.

 

Mesmo em regiões onde o frio é menos intenso, especialistas recomendam ligar o ar quente periodicamente ao longo do ano. O hábito ajuda a manter válvulas, atuadores e demais componentes em funcionamento, reduzindo o risco de travamentos causados pela falta de uso.

Uma revisão simples antes da chegada do inverno pode evitar desconforto durante as viagens e prevenir problemas mecânicos que afetam diretamente o sistema de arrefecimento. Mais do que um item de conforto, o ar quente integra um conjunto essencial para o controle térmico e a durabilidade do motor.

Também é recomendável evitar mudanças bruscas de temperatura dentro da cabine. Próximo ao destino, desligar o aquecimento e permitir uma equalização gradual entre a temperatura interna e externa pode aumentar o conforto dos ocupantes e reduzir o impacto da transição térmica ao sair do veículo.

 

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