O segmento de SUVs compactos ganhou um novo concorrente eletrificado. A BYD confirmou a chegada do Atto 2, seu primeiro híbrido plug-in flex no Brasil, com preços a partir de R$ 149,9 mil na venda direta. A novidade mira um dos segmentos mais disputados do mercado nacional, ocupado por modelos como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, Nissan Kicks, Jeep Renegade e Honda HR-V.

Até maio de 2026, mais de 150 mil SUVs compactos haviam sido emplacados no país. Depois de conquistar espaço entre os híbridos plug-in médios com Song Pro e Song Plus, a fabricante chinesa agora desce um degrau na gama e aposta em um produto menor, mais acessível e desenvolvido para enfrentar os líderes da categoria.

Embora apresentado agora, o Atto 2 só chegará efetivamente às concessionárias no segundo semestre. O lançamento reforça a corrida entre as fabricantes chinesas pela adoção da tecnologia híbrida plug-in flex. A GWM já estreou essa estratégia com o Tank 300 e prepara a chegada do Haval H6 flex.

Atto 2 terá duas versões
O SUV será oferecido nas configurações GL e GS, com duas capacidades de bateria e propostas distintas. A versão de entrada GL custa R$ 149,9 mil na venda direta, enquanto a topo de linha GS sai por R$ 169,9 mil.

A autonomia combinada supera os 1.000 quilômetros em ambas as versões. Na opção mais completa, a BYD promete até 110 km em modo totalmente elétrico.
O modelo já é vendido na Argentina desde o início do ano e o AutoShow teve contato com a novidade em Buenos Aires antes da estreia brasileira.

Visual repete a receita do Yuan Pro
Visualmente, o Atto 2 híbrido plug-in flex aproveita boa parte das soluções vistas no Yuan Pro elétrico. O conjunto óptico integrado, com assinatura luminosa em LED em peça única, os para-choques com grandes entradas inferiores, os vincos laterais e a larga coluna C seguem a mesma identidade visual.

No interior, o SUV traz painel digital e central multimídia giratória. A tela mede 10,1 polegadas na versão GL e 12,8 polegadas na GS. Apenas a configuração mais cara conta com pacote ADAS de nível 2.

Motor híbrido plug-in flex entrega até 197 cv
O conjunto mecânico combina um motor 1.5 flex aspirado, com aproximadamente 100 cv, a um propulsor elétrico de 164 cv. A potência combinada varia conforme a versão, chegando a 177 cv na GL e 197 cv na GS, ambas com torque máximo de 300 Nm.
Na versão GL, a bateria de 7,3 kWh permite rodar até 45 km em modo elétrico e garante autonomia total próxima de 1.000 km. O carregamento em corrente alternada é de até 3,3 kW.
Já a versão GS utiliza bateria Blade de 18,3 kWh, suficiente para até 110 km sem consumir combustível e alcance combinado de 1.045 km. O carregamento chega a 6,6 kW e há ainda a função VTOL, que permite alimentar equipamentos externos.
Medidas semelhantes às dos rivais

Com 4,33 metros de comprimento, o Atto 2 fica praticamente na mesma faixa de tamanho dos principais SUVs compactos vendidos no país. O modelo tem ainda 1,83 m de largura, 1,67 m de altura e entre-eixos de 2,62 m.
Para efeito de comparação, o Hyundai Creta possui 2,61 m entre os eixos, o Chevrolet Tracker tem 2,57 m e o Volkswagen T-Cross chega a 2,65 m.

O porta-malas oferece 455 litros de capacidade.
Diferenças entre GL e GS
As duas versões possuem equipamentos distintos. Na GL, os bancos têm revestimento em tecido e ajuste elétrico para o motorista em quatro posições. A central multimídia de 10,1 polegadas oferece conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay.

Por utilizar a bateria menor, a versão de entrada não dispõe do pacote ADAS nível 2 nem do teto panorâmico.
A GS adiciona revestimento em couro, ajuste elétrico em seis posições para o banco do motorista, multimídia de 12,8 polegadas, teto panorâmico e todos os sistemas de assistência à condução. A maior bateria também permite os 110 km de autonomia elétrica.
Quatro opções de cores e garantia ampliada
O Atto 2 será vendido em quatro tonalidades. Branco, cinza e preto estão disponíveis para ambas as versões, enquanto o azul Malachite Darkcyan é exclusivo da configuração GS.
A garantia do veículo é de seis anos ou 200 mil quilômetros. Já a bateria Blade possui cobertura de oito anos ou 200 mil quilômetros.