Antes de fechar negócio, muitos consumidores acabam olhando apenas para o preço do anúncio e esquecem que comprar um carro usado exige uma análise que vai muito além da aparência. Histórico de manutenção, custo das peças e até um laudo cautelar podem evitar dores de cabeça e gastos elevados no futuro.

No Feirão AutoShow onde centenas de negócios são fechados todo domingo estas dicas também valem.

Com os seminovos e usados representando a maior parte das negociações no mercado brasileiro, especialistas recomendam alguns cuidados para reduzir os riscos e fazer uma compra mais segura.
Pesquisa é a primeira etapa

Antes mesmo de visitar uma loja ou negociar com um particular, o ideal é definir qual será o uso do veículo e quanto será possível gastar. Além do preço de compra, é importante considerar despesas com seguro, IPVA, revisões, pneus e combustível.

Também vale pesquisar os problemas mais comuns de cada modelo, disponibilidade de peças e o valor médio de revenda. Um carro mais barato pode acabar se tornando caro caso tenha manutenção complexa ou peças difíceis de encontrar.
Evite modelos com manutenção complicada

Outro erro comum é se deixar levar apenas pelo visual ou pelo nível de equipamentos. Alguns modelos importados ou de baixa circulação no Brasil podem apresentar custos elevados de manutenção e dificuldade para encontrar componentes.
Por isso, veículos com ampla rede de assistência e grande oferta de peças costumam ser opções mais seguras. Modelos de marcas tradicionais e com grande volume de vendas normalmente apresentam manutenção mais simples e previsível.

Além do preço das peças, vale pesquisar o consumo de combustível e o valor do seguro, que podem variar bastante entre carros da mesma categoria.
Histórico de manutenção faz diferença
Um dos pontos mais importantes na compra de um usado é conhecer o passado do veículo. Carros que passaram pelas revisões recomendadas pelo fabricante e possuem notas fiscais ou registros em concessionárias tendem a apresentar menor risco.

Manual do proprietário carimbado, trocas periódicas de óleo e documentos que comprovem serviços realizados são sinais de que o veículo recebeu os cuidados necessários ao longo dos anos.
A ausência de histórico não significa necessariamente que o carro tenha problemas, mas exige uma inspeção ainda mais criteriosa.
Laudo cautelar pode evitar prejuízos

Antes de assinar qualquer contrato, especialistas recomendam realizar um laudo cautelar em empresas especializadas. A inspeção verifica a estrutura do veículo, identifica possíveis sinais de colisões graves, enchentes, adulterações e confirma a autenticidade de itens como motor e chassi.
O procedimento também pode apontar reparos de funilaria, substituição de peças estruturais e outras ocorrências que afetam a segurança ou o valor de revenda do automóvel.
Embora tenha custo adicional, o laudo cautelar costuma representar um investimento pequeno diante do valor do veículo e pode evitar prejuízos muito maiores.
Test drive e inspeção mecânica são indispensáveis
Mesmo com um histórico completo e laudo aprovado, é recomendável fazer um test drive e, se possível, levar o veículo a um mecânico de confiança. Ruídos anormais, funcionamento irregular do câmbio, desgaste excessivo dos pneus e falhas eletrônicas podem indicar problemas que não aparecem em fotos ou anúncios.
Comprar um carro usado exige paciência e pesquisa. Na prática, um veículo bem cuidado e com procedência comprovada costuma ser um negócio melhor do que um modelo aparentemente mais barato, mas com histórico desconhecido e custos elevados de manutenção.