A Mercedes-Benz decidiu rever seus planos para o Classe A e manter o modelo em produção por mais três anos. Após indicar que o hatch compacto seria descontinuado, a fabricante alemã confirmou que o modelo seguirá em linha até pelo menos 2028, embora com uma mudança relevante: a produção deixará a Alemanha e será transferida para outro país europeu.

A decisão faz parte de um redesenho da estratégia industrial da Mercedes, que busca reduzir custos, liberar capacidade produtiva em fábricas alemãs e preparar o terreno para a próxima geração de veículos baseada na nova arquitetura MMA.

Produção do Classe A sai da Alemanha e vai para a Hungria
Atualmente produzido na planta de Rastatt, na Alemanha, o Mercedes-Benz Classe A terá sua fabricação transferida para a unidade de Kecskemét, na Hungria, a partir de 2026. A mudança está alinhada ao plano da montadora de concentrar modelos compactos em fábricas com menor custo operacional.

Com a migração, a Mercedes libera espaço nas plantas alemãs para a produção de modelos mais rentáveis e de maior valor agregado, além de veículos baseados na nova plataforma MMA, que dará origem à próxima geração do CLA e a outros produtos com opções eletrificadas.

A fábrica húngara já produz outros compactos da marca e passará a ter papel ainda mais estratégico dentro da operação europeia.
Por que a Mercedes decidiu manter o Classe A
O Classe A seguia nos planos de descontinuação como parte da estratégia da Mercedes de reduzir o número de modelos de entrada e reforçar seu posicionamento premium. No entanto, a boa aceitação do hatch em alguns mercados europeus e sua importância como porta de entrada para a marca levaram a um recuo parcial.
A manutenção do modelo até 2028 permite à Mercedes ganhar tempo enquanto ajusta sua transição para a eletrificação e avalia o comportamento do consumidor em relação aos novos compactos elétricos e híbridos que estão por vir.

Apesar da sobrevida, a montadora ainda não confirma se haverá um sucessor direto do Classe A com carroceria hatch após esse período.
O futuro dos compactos da Mercedes
A extensão da vida do Classe A não muda o foco da marca em SUVs e modelos eletrificados, mas indica uma postura mais pragmática diante do mercado. A Mercedes trabalha para equilibrar rentabilidade, volume e exigências regulatórias, especialmente na Europa, onde os custos de produção e as metas de emissões pressionam os fabricantes.
Nesse cenário, o Classe A segue como um modelo de transição dentro da estratégia global da marca.
Quais versões do Classe A são vendidas no Brasil
No mercado brasileiro, a oferta do Classe A foi reduzida nos últimos anos. Atualmente, a Mercedes-Benz concentra a gama em versões mais completas e de maior valor agregado.
As principais configurações vendidas no Brasil são:
Classe A Hatch
O hatch é comercializado em configuração única, com foco em acabamento elevado e pacote tecnológico completo, posicionando-se como o modelo de entrada da marca no País.
Mercedes-AMG A 45 S 4MATIC+
A versão esportiva permanece à venda no Brasil como topo da linha. O modelo utiliza motor 2.0 turbo de alta performance, tração integral 4MATIC+ e ajustes específicos de chassi, sendo um dos hatches mais potentes do mercado nacional.
Versões intermediárias, como A 200 e A 250, já fizeram parte do portfólio brasileiro em anos anteriores, mas não estão mais disponíveis atualmente.
Conclusão
Ao manter o Classe A em produção até 2028 e transferir sua fabricação para a Hungria, a Mercedes-Benz sinaliza uma estratégia mais flexível diante dos desafios da indústria automotiva global. O modelo segue cumprindo o papel de porta de entrada da marca, enquanto a fabricante prepara sua próxima geração de compactos e avança na eletrificação.
No Brasil, o Classe A permanece como um produto de nicho dentro do portfólio da Mercedes, com foco em versões mais completas e na variante esportiva AMG.