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Jeep Avenger Longitude: teste completo, consumo e ficha técnica

Jeep Avenger Longitude: tudo sobre a versão intermediária de R$ 135 mil com motor, consumo e ficha técnica

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O Jeep Avenger Longitude tem seus melhores argumentos no uso diário. Fácil de conduzir, confortável e com uma lista de equipamentos que inclui piloto automático adaptativo, o SUV chega para atrair quem deseja entrar na marca sem precisar começar pelo Renegade. Durante uma semana de avaliação, a versão intermediária mostrou que acabamento e conectividade são pontos fortes, enquanto espaço traseiro e desempenho rodoviário exigem algumas ponderações.

 

Lançado por R$ 135.990, sem opcionais e pintura, o Longitude também representa uma oportunidade de renovação para a Jeep. Depois de concentrar suas novidades em atualizações de Renegade, Compass e Commander, a marca passa a disputar uma faixa mais acessível com um produto de proposta urbana. A linha Avenger começa perto dos R$ 120 mil e enfrenta Volkswagen Tera, Renault Kardian, Chevrolet Sonic e Fiat Pulse.

A concorrência, porém, também está dentro de casa. Dependendo da condição comercial, o Renegade aparece próximo do preço do Avenger Longitude, oferecendo um motor mais potente. O novo SUV precisa, portanto, convencer pelo conjunto: desenho atual, equipamentos e facilidade de convivência.

Na aparência, a identidade Jeep está bem resolvida. A grade de sete fendas, os para-lamas pronunciados e as lanternas com assinatura em X aproximam o Avenger dos demais modelos da marca. As rodas de liga leve de 17 polegadas completam o visual da Longitude sem exageros.

Ao vivo, o carro agrada também pela cabine. Os bancos combinam tecido e vinil, e o cuidado com montagem, revestimentos e forrações deixa uma boa impressão. Na avaliação, o acabamento se mostrou um dos diferenciais diante dos concorrentes dessa faixa de preço, mesmo sem recorrer a materiais sofisticados.

A posição de dirigir é confortável, com boa disposição dos comandos e ajustes que ajudam a encontrar uma postura adequada ao volante. Na frente, há espaço satisfatório para pernas e cabeça, além de bancos que acomodam bem motorista e passageiro. É um ambiente que favorece tanto os trajetos curtos quanto períodos mais longos ao volante.

Atrás, a situação é menos generosa. O entre-eixos de 2,54 metros limita a acomodação, especialmente quando os ocupantes dianteiros precisam recuar os bancos. Levar três passageiros no banco traseiro é possível, mas o conforto fica apenas razoável. Quem pretende usar o Avenger como carro principal da família deve experimentar esse espaço antes da compra.

As dimensões reforçam sua vocação urbana: são 4,08 metros de comprimento, 1,78 metro de largura, sem os retrovisores, e 1,58 metro de altura. O porte compacto facilita manobras e ajuda na rotina de quem enfrenta vagas apertadas.

O porta-malas tem capacidade anunciada de até 364 litros, suficiente para compras e bagagens do cotidiano. Pelos volumes divulgados, fica acima de Tera e Kardian, com 350 e 358 litros, respectivamente, mas abaixo dos 392 litros do Sonic. Na prática, o formato do compartimento e o tamanho dos objetos transportados também fazem diferença.

É na lista de equipamentos que a Longitude ganha força. A versão reúne central multimídia de 10 polegadas, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas, ar-condicionado automático, carregador de celular por indução, câmera de ré e chave presencial. O pacote atende bem ao comprador que deseja conveniência sem avançar até a configuração mais cara.

A experiência com a multimídia foi positiva. A interface é simples, a tela tem boa resolução e a conexão com o celular se manteve estável durante o teste. A câmera de ré ajuda nas manobras, enquanto o piloto automático adaptativo acrescenta comodidade à condução.

Na segurança, o Longitude oferece seis airbags, frenagem automática de emergência e assistente de permanência em faixa, além do próprio controle de cruzeiro adaptativo. Esse conjunto é um argumento relevante em uma categoria na qual a presença desses recursos varia conforme a versão.

Sob o capô está o conhecido motor T200, um 1.0 turbo flex de 116 cv e cerca de 20,4 kgfm de torque, associado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas. O conjunto recebe assistência de um sistema híbrido leve de 12 volts. Segundo a Jeep, o Avenger acelera de zero a 100 km/h em 10,3 segundos.

A eletrificação tem atuação discreta e serve de apoio ao motor a combustão. O Avenger não oferece condução exclusivamente elétrica: a proposta do sistema é contribuir para a eficiência, sobretudo nas condições de uso urbano.

É justamente na cidade que o conjunto funciona melhor. O torque disponível em baixas rotações facilita saídas de semáforo e subidas, enquanto o CVT entrega uma condução suave. Para acompanhar o trânsito e ganhar velocidade nas situações mais comuns do cotidiano, o desempenho é suficiente.

Na estrada, o motor atende, mas pede mais planejamento nas ultrapassagens. Há disposição para retomar velocidade, embora a reserva de potência seja menor que a oferecida pelo Renegade 1.3 turbo. Quem viaja com frequência, sobretudo com passageiros e bagagem, deve considerar essa diferença.

Um aspecto positivo é o isolamento do conjunto mecânico. No Avenger, o T200 parece trabalhar de maneira mais silenciosa do que em aplicações de Fiat e Citroën. A suspensão também tem um acerto confortável, com comportamento que lembra o Peugeot 2008 na maneira de lidar com irregularidades.

Mesmo sem a suspensão traseira independente do tipo multilink utilizada em outros SUVs da Jeep, o Avenger absorve bem os impactos e mantém respostas previsíveis. Seu eixo de torção entrega um resultado competente para a proposta do carro, especialmente no trânsito urbano.

Ao longo da semana de avaliação, o consumo em percursos predominantemente urbanos ficou em 10,7 km/l. É um resultado satisfatório, embora não surpreendente. Como o combustível utilizado não está indicado neste registro, a média deve ser entendida como referência do teste, sem comparação direta com números oficiais.

O Avenger Longitude se destaca por reunir conforto, acabamento convincente e equipamentos valorizados pelo comprador de um SUV compacto. Por R$ 135.990, oferece uma combinação atraente para quem prioriza a rotina urbana e quer um Jeep com apresentação mais atual.

A escolha fica menos simples quando o Renegade entra na comparação. Seu motor 1.3 turbo de 176 cv entrega 60 cv adicionais e pode atender melhor a quem coloca desempenho e viagens entre as prioridades. O Avenger responde com conectividade, facilidade de condução e uma proposta mais ajustada ao dia a dia. Na Longitude, esses atributos formam o principal motivo para escolher o novo integrante da família Jeep.

 

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