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Jeep Avenger Longitude: teste, detalhes, consumo e itens de série

Jeep Avenger longitude em teste do AutoShow revela boa lista de itens de série para brigar com Tera, Sonic e Kardian

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O Jeep Avenger Longitude entra em uma das disputas mais próximas entre os SUVs compactos: a das versões automáticas na faixa dos R$ 134 mil a R$ 140 mil. O AutoShow testa justamente esse modelo.


 

Em seu primeiro mês de vendas foram 1800 unidades comercializadas mostrando potencial. Por R$ 135.990, o modelo enfrenta Volkswagen Tera Comfort, Chevrolet Sonic e Renault Kardian Techno com uma proposta centrada em equipamentos, acabamento e uso urbano. É também uma alternativa para quem procura um Jeep e, até recentemente, precisava começar pelo Renegade. 


Nesse grupo, pequenas diferenças de preço colocam versões com propostas distintas na mesma lista de compras. O Tera Comfort 200 TSI custa R$ 134.790, enquanto o Sonic Premier tem preço de tabela de R$ 134.990. O Kardian Techno participa dessa disputa em uma faixa próxima, embora o preço anunciado de R$ 139.290 o coloque um pouco acima dos dois. Ofertas e condições de negociação podem aproximar ainda mais os valores. 

Para a Jeep, o Avenger representa uma oportunidade de ampliar o volume de vendas abaixo do Renegade. Para o consumidor, porém, o emblema na grade é apenas parte da decisão. Espaço, desempenho, equipamentos e conforto precisam justificar a escolha diante de concorrentes que também oferecem motor turbo, transmissão automática e conectividade.

 

A carroceria preserva as sete fendas da grade, as caixas de rodas marcadas e as lanternas com assinatura em X. Na Longitude, as rodas de liga leve são de 17 polegadas e os bancos combinam tecido e vinil. O desenho aproxima o modelo dos demais Jeep, embora sua proposta seja predominantemente urbana.

 

Na convivência diária, o acabamento é um dos pontos favoráveis. As forrações, os revestimentos e a montagem da cabine passam uma percepção de cuidado que, na avaliação, coloca o Avenger em posição competitiva diante de Tera, Sonic e Kardian. Isso não significa ausência de plásticos rígidos, mas uma apresentação interna que ajuda a sustentar o preço.

 


A posição de dirigir também agrada. Os bancos dianteiros oferecem conforto, os ajustes permitem encontrar uma posição adequada e os comandos ficam bem distribuídos. Para quem deixa um hatch e procura um SUV compacto, a facilidade de uso aparece mais no cotidiano do que qualquer promessa de aventura.

 

O espaço traseiro exige mais atenção. Dois adultos encontram acomodação razoável, mas transportar três passageiros atrás evidencia as limitações de largura e espaço para as pernas. Com pouco mais de 4,08 metros de comprimento e cerca de 2,56 metros entre os eixos, o Avenger favorece a facilidade para estacionar, mas pede uma avaliação cuidadosa de quem costuma viajar com a família.


 

O porta-malas tem 364 litros e atende às compras e à bagagem de uso cotidiano. Na comparação com os rivais, vale testar a acomodação das malas e observar o formato do compartimento, além do volume anunciado. Para quem transporta carrinho de bebê ou viaja com quatro ocupantes, essa verificação pode pesar mais do que diferenças no acabamento.

 

A Longitude traz central multimídia de 10 polegadas, painel digital de 7 polegadas, ar-condicionado automático, carregador por indução, câmera de ré e chave presencial. O conjunto favorece a versão intermediária como opção para quem procura equipamentos além do básico sem chegar ao preço da Limited.

Na segurança, os seis airbags e os assistentes de condução, como frenagem automática de emergência, auxílio de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo, reforçam sua proposta. O ACC é um argumento relevante, mas precisa ser contextualizado: o Kardian Techno também oferece controle adaptativo e frenagem automática. Portanto, esse recurso ajuda o Jeep na disputa, mas não representa uma exclusividade diante de todos os concorrentes. 

Durante o teste, a multimídia mostrou interface simples, boa resolução e conexão estável com o celular. A câmera de ré facilita as manobras e o funcionamento do ACC contribui para reduzir o trabalho do motorista em trajetos compatíveis com a atuação do sistema.

Sob o capô, o Avenger utiliza o motor 1.0 turbo flex T200, com 116 cv e 20,4 kgfm de torque, associado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas. O sistema híbrido leve de 12 volts auxilia o conjunto a combustão, mas não permite rodar apenas com eletricidade. Segundo a ficha técnica, a aceleração de zero a 100 km/h ocorre em 10,3 segundos com etanol. 

A diferença para os concorrentes aparece tanto no motor quanto na transmissão. O Tera Comfort passou a utilizar o 200 TSI de até 128 cv com câmbio automático de oito marchas. Já o Kardian combina motor de até 125 cv com transmissão de dupla embreagem e seis marchas. O Avenger responde com a suavidade do CVT e a assistência elétrica, atributos que combinam com sua proposta urbana. 

Na cidade, o torque disponível em baixa rotação facilita as saídas de semáforo e as subidas. O câmbio trabalha sem mudanças perceptíveis de marcha e o conjunto mostrou funcionamento silencioso, inclusive em comparação com outras aplicações do T200 dentro da Stellantis.

Na estrada, o desempenho atende ao uso normal, mas ultrapassagens com passageiros e bagagem exigem planejamento. O Avenger oferece disposição suficiente para sua categoria, embora quem priorize respostas mais rápidas deva comparar o comportamento com o Tera 200 TSI, o Kardian e, dentro da própria Jeep, o Renegade.

O ajuste de suspensão é outro ponto favorável. O carro absorve bem as irregularidades e mantém comportamento previsível nas curvas. A traseira utiliza eixo de torção, solução comum nessa faixa de mercado, enquanto o Renegade conta com suspensão independente. A arquitetura, isoladamente, não define o conforto: no Avenger, a calibração contribui para uma convivência agradável com o asfalto irregular. 

Ao longo de uma semana, o consumo predominantemente urbano ficou em 10,7 km/l. É o resultado observado no teste, sujeito às condições de trânsito e condução. Sem identificar o combustível utilizado e repetir o percurso com os concorrentes, o número não permite atribuir uma vantagem direta ao sistema híbrido leve.

Por R$ 135.990, o Avenger Longitude se destaca pelo equilíbrio entre acabamento, equipamentos e conforto no uso diário. Diante do Tera Comfort, a escolha passa pelo peso dado ao desempenho do novo conjunto 200 TSI. Contra o Kardian Techno, entram na comparação o câmbio, o espaço e os assistentes de condução. O Sonic também merece atenção de quem procura conectividade e uma cabine equipada nessa faixa.

O Renegade acrescenta uma disputa dentro da própria concessionária quando aparece com preço próximo. Seu motor 1.3 turbo oferece mais desempenho, enquanto o Avenger aposta em dimensões menores, conectividade e facilidade de uso. Para quem roda principalmente na cidade e não precisa de amplo espaço traseiro, a Longitude entrega uma combinação coerente. Para viagens frequentes com a família, vale colocar espaço e resposta do motor à frente da novidade do projeto.

 

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