A Renault abriu as reservas do novo Duster híbrido na Índia e divulgou consumo de 29 km/l pelo ciclo de homologação local.

A versão E-Tech 160 combina um motor 1.8 aspirado a gasolina com dois motores elétricos e terá lançamento comercial em 17 de outubro. Enquanto isso, a nova geração do SUV segue em testes no Brasil, onde o conjunto mecânico ainda não foi confirmado.

O Duster segue muito relevante no mercado indiano onde sempre ofereceu diversas versões entre modelos de entrada e até 4x4 (versão oferecida temporariamente aqui).

O Renault Duster E-Tech indiano entrega 160 cv de potência combinada e utiliza uma bateria de 1,4 kWh em um sistema híbrido pleno. Trata-se de um híbrido completo, capaz de movimentar o veículo em modo elétrico em determinadas situações, sem necessidade de recarga na tomada. A energia é recuperada durante o uso, incluindo frenagens e desacelerações em um sistema similar ao de um Toyota Corolla Cross, Yaris Cross e Omoda 5. 
Os dois motores elétricos cumprem funções diferentes. Um deles atua na tração, enquanto o outro funciona como motor-gerador, auxiliando na partida do propulsor a combustão e no funcionamento da transmissão. Portanto, a presença de duas máquinas elétricas não significa que o Duster tenha tração integral ou um motor em cada eixo.
O gerenciamento do conjunto é feito por uma transmissão automática multimodo. Conforme a demanda de aceleração e a carga da bateria, o sistema alterna entre propulsão elétrica, funcionamento do motor a gasolina e atuação conjunta. Segundo a Renault, o Duster pode circular em modo elétrico por até 80% do tempo em determinadas condições urbanas — proporção que depende do percurso e da forma de condução.
Os 29 km/l anunciados foram obtidos pelo procedimento de homologação indiano. O resultado não equivale a uma medição do Inmetro e não deve ser apresentado como consumo previsto para uma eventual versão brasileira. As reservas na Índia exigem um depósito de 21 mil rúpias, antes da divulgação dos preços da configuração híbrida.
Opções do mercado indiano
A eletrificação amplia uma gama que já oferece motores turbo a gasolina. Na Índia, o Duster tem opções 1.0 TCe de 100 cv e 1.3 TCe de 163 cv. O primeiro utiliza câmbio manual de seis marchas, enquanto o segundo pode ser associado à transmissão manual ou à automatizada de dupla embreagem, também com seis velocidades.
O novo Duster indiano utiliza a plataforma modular RGMP da Renault e mede 4,35 metros de comprimento, 1,82 metro de largura e 1,70 metro de altura, incluindo as barras de teto. A distância entre-eixos é de 2,66 metros. Essas medidas colocam o SUV na faixa dos compactos, com porte próximo ao de modelos como Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross.
A cabine também incorpora equipamentos que mostram a evolução em relação ao Duster brasileiro atual. Conforme a versão, a linha indiana oferece central multimídia de 10,1 polegadas com serviços Google integrados, painel digital de 10,25 polegadas, bancos dianteiros ventilados e com ajustes elétricos, teto solar panorâmico e ar-condicionado de duas zonas. O pacote de assistência inclui recursos como frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa e câmera de 360 graus.
Para o Brasil, os protótipos em circulação indicam o avanço do desenvolvimento, mas ainda não permitem definir versões, preços ou motores. Entre as possibilidades estão o 1.3 turbo TCe utilizado no Boreal e o 1.0 turbo da família do Kardian, eventualmente associado a um sistema híbrido leve de 48 volts. Essas alternativas permanecem como hipóteses para o projeto nacional.