O BYD Dolphin G DM-i está entre os modelos expostos no estande da fabricante no Salão de Paris de 2026. O hatch leva a tecnologia híbrida plug-in da marca ao segmento dos compactos, combinando recarga externa com motor a gasolina. Na configuração de maior autonomia, pode percorrer até 105 quilômetros em modo elétrico e alcançar 1.040 quilômetros com bateria carregada e tanque cheio, segundo a fabricante.

A BYD vem crescendo aos poucos na França onde aposta mais em seus modelos elétricos do que os híbridos. No primeiro semestre foram 13 935 unidades vendidas, crescimento de 136% sobre o primeiro semestre de 2025.

Já confirmado para o Brasil em 2027, o Dolphin G também integra os planos de produção da BYD em Camaçari, na Bahia. A apresentação europeia antecipa a proposta do modelo que é um hatch compacto mas com o conhecido motor 1.5 a gasolina aspirado e motor elétrico. 
Desenvolvido com foco na Europa, o Dolphin G mede 4,16 metros de comprimento, 1,825 metro de largura e 1,575 metro de altura, com entre-eixos de 2,61 metros. O porta-malas comporta 425 litros, capacidade que ajuda a posicioná-lo como alternativa para quem procura um hatch para uso familiar.

Motor 1.5 e potência de até 212 cv
O conjunto europeu reúne um motor 1.5 aspirado, de quatro cilindros, com 95 cv e 120 Nm, e um motor elétrico de tração com 163 cv e 210 Nm, equivalentes a aproximadamente 21,4 kgfm. A potência combinada varia conforme a configuração: são cerca de 176 cv na Active e 212 cv nas versões Boost, Comfort e Sport. Esses valores representam a capacidade do sistema, e não a soma direta das potências dos motores.

A tecnologia DM-i prioriza a propulsão elétrica. O motor a gasolina pode gerar energia para alimentar o sistema e também movimentar diretamente as rodas quando essa operação favorece a eficiência. A tração é dianteira, e a BYD informa aceleração de zero a 100 km/h em 8,3 segundos.
A Active utiliza bateria Blade de 7,42 kWh, com autonomia elétrica de até 40 quilômetros pelo ciclo europeu WLTP e alcance total anunciado de 1.020 quilômetros. Boost, Comfort e Sport recebem bateria de 18,3 kWh, elevando os números para 105 quilômetros sem consumir gasolina e 1.040 quilômetros de autonomia combinada. São dados europeus, que não devem ser tratados como resultados de homologação pelo Inmetro.
Nas versões com bateria maior, a recarga rápida em corrente contínua chega a 39 kW e permite passar de 10% a 80% em aproximadamente 26 minutos.

Quanto custa na Europa
Na França, país que recebe o salão, o Dolphin G começa em 23,9 mil (R$ 122 mil em valores convertidos) euros mas tem 2 mil de desconto por incentivos de eletrificação e sai por 21,9 mil, cerca de R$ 133 mil.
Os valores são referências do mercado francês e podem variar entre países europeus e conforme campanhas comerciais. Eles não antecipam o preço brasileiro.
A gama oferece equipamentos como controle de cruzeiro adaptativo, monitoramento de ponto cego e assistente de faixa. Nas configurações superiores, aparecem central multimídia de 12,8 polegadas, bancos dianteiros aquecidos, câmera de 360 graus, teto panorâmico e projeção de informações no para-brisa.
Disputa com os compactos europeus
Pelo porte e posicionamento, o Dolphin G entra no território de Renault Clio e Peugeot 208. A Clio híbrida e o MG3 Hybrid+ estão entre as alternativas eletrificadas consideradas nessa disputa, mas usam sistemas sem recarga externa. O argumento do BYD é permitir que uma parcela maior dos deslocamentos cotidianos seja feita em modo elétrico, desde que o proprietário mantenha a bateria carregada.
Outros modelos
A BYD também mostrou outros modelos como o Sealion e Song Plus. O Dolphin Surf, conhecido no Brasil como Dolphin Mini.
O elétrico já exibe os pára-choques atualizados, defletor de ar e outros detalhes do mercado chinês.
A chegada em 2027 deverá ampliar a atuação da BYD entre os compactos, acrescentando uma opção híbrida plug-in a oferta de hatches elétricos da fabricante.